De quem é a culpa?

De quem é a culpa?

Adão ou Eva? Homens ou Mulheres?

Desde criança ouvimos ou falamos “mas a culpa não foi minha” ou “professora, foi ela que começou” e assim vai. Pois bem, crescemos tentando nos livrar das acusações, evidentemente, para nos poupar das punições. Parece compreensível que este comportamento seja adotado na infância, principalmente para a geração que veio antes das leis contra as palmadas, mas este comportamento adotado na infância não é tão recente como parece. Deixa eu te contar um segredo, seus avós faziam a mesma coisa, e sabe o que mais? Os avós deles também. Sim, esse comportamento começou lá no início de tudo, quando ninguém quis assumir a culpa pela desobediência a Deus.

(opa! abre um parênteses aqui, para um esclarecimento, caso não confesse a mesma fé, encare apenas como uma história)

Assumir a responsabilidade pelos nossos atos fará toda a diferença no desfecho de uma história, na resolução de um conflito, ou mesmo para ter paz interior. Quantas vezes, precisamos aceitar algumas situações, deixar algumas situações se acalmarem para depois explicar que não tivemos culpa por aquilo.

Meu objetivo não é fazer você se tornar uma pessoa “passiva”, ou a pessoa que sempre assume a culpa por tudo, não, de maneira nenhuma. O que pretendo é conscientizá-lo da necessidade de ganhar a razão com a calma, com a serenidade.

Augusto Cury em seu livro O Código da Inteligência, aconselha “não se submeta à ditadura da resposta nem tenha necessidade neurótica de reagir” (p.148, 2015).

Depois que li isso, comecei a me observar, e percebi que até mesmo nas conversas virtuais, mesmo quando já tinha finalizado o assunto, se a pessoa mandasse um emoticon eu tinha que ir lá e devolver com outro. E assim era em diálogos, eu já havia dado a minha opinião, porém se a outra pessoa desse a opinião dela, eu tinha que voltar e justificar ou complementar a minha opinião.

Percebe que era uma necessidade de dar respostas, de me justificar, de me livrar da culpa, da responsabilidade? Hoje, “procuro”, não vou dizer que já estou na minha melhor versão, porque acredito que ainda tenho muito a evoluir, mas hoje tenho tentado ouvir a outra pessoa e silenciar-me, a não ser quando tenha me feito uma pergunta, do contrário, a opinião do outro você ouve e guarda, se julgar importante, relevante você utiliza, caso contrário, você pode descartar dentro de você, mas não precisa entrar em debates desnecessários.

Assumir a culpa por seus feitos “não tão bem feitos”, é um gesto de humildade e, principalmente de maturidade. Existe uma cobrança inconsciente por pessoas e ações perfeitas para o mundo. No entanto, essa divulgação de mundo perfeito oculta os feitos “não tão bem feitos” que ocorrem pelo caminho até se tornarem perfeitos.

Entenda que tornar-se culpado pelos seus atos fará de você um ser humano único e em muitos cenários alguém acima da média. Está na hora de terminarmos a disputa que Adão e Eva iniciaram lá no Jardim do Éden, e dizer “certo, a culpa foi minha por não ter considerado todas as possibilidades de erro neste negócio, eu fiz o melhor que pude com o as informações que tinha, mas, não fiz o bastante, então não deu certo. Tudo bem, assumo a culpa, me dê aqui que eu vou resolver, e se você poder me ajudar, eu agradeço”

Quem dera, Adão e Eva tivesse dado essa resposta, consegue pensar na quantidade de consequências que teriam evitados, apenas assumindo a culpa?

Como disse no início, talvez, você acredite na teoria de Darwin, sobre a origem da Terra, mas com certeza conhece a história de Adão e Eva e as consequências dos atos deles, segundo a história. Então, peço que não se apegue a necessidade de justificar seu ponto de vista, apenas pense na história como uma história, não como uma verdade absoluta.

E agora, convido você a refletir sobre quais consequências está vivendo por culpas não assumidas no passado?

Que tal rever isso hoje?

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