a

Qual o verdadeiro sentindo do Amor

Amor é uma palavra que na nossa cultura quase perdeu seu sentido. Há uma história muito interessante do rabino de Kotzk.

“Ele passou por um jovem que estava claramente deliciando-se em um prato de peixe que comia.

Ele disse ao jovem: Por que você está comendo esse peixe?

O jovem respondeu: Porque eu amo peixe!

O rabino responde: Ah, você ama o peixe e por isso o tirou d’água o matou e o ferveu. Não me diga que ama o peixe. Você ama a si mesmo. E porque o peixe é gostoso na sua opinião, você o tirou da água, o matou e ferveu”.

Muito do que chamam de ‘amor’ é ‘amor a peixe’. E então…

Um casal de jovens se apaixona, os jovens se apaixonam, o que isto significa? Isso significa que ele viu nessa mulher, alguém que ele creu que poderia prover todas as suas necessidades emocionais e físicas e ela sentiu que esse homem poderia fazer o mesmo…

Isso foi amor, mas ambos estão olhando para as próprias necessidades.

 

Não é amor pelo outro. A outra pessoa se torna um veículo para a sua satisfação.  Muito do que chamam de ‘amor’ é ‘amor a peixe’. E um amor externo não é sobre o que vou receber, mas o que vou dar.

 

Havia um professor de ética, o rabino Dessler, que disse que as pessoas cometem um erro grave ao pensar que você dá àqueles que você ama. Mas a verdadeira resposta é você ama aqueles a quem você dá.

 

E seu argumento é que se eu dou algo a você eu me investir em você. E já que amor próprio é natural, todos amam a si mesmos, agora que parte de mim está em você há uma parte de mim em você que eu amo.

 

Então, o amor verdadeiro é um amor que ‘dá’, não que ‘recebe’.

Nenhum comentário

Publicar um comentário

WhatsApp chat